segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nosso videlog no ar!

Oi pessoal, enfim nosso videolog já está no ar no You Tube. Fizemos apresentação na aula de Jornalismo on line da professora Adriana Amaral. Foi muito legal comentar todo o nosso trabalho para desenvolver esse material. que vale apena conferir.

Ministro considera anular união homoafetiva "atentado" contra STF

Em Goiânia, um juiz anulou o contrato de união estável de um casal homossexual da cidade. Segundo o ministro do STF, a decisão do juiz vai contra a decisão da Corte Suprema e é considerada um atentado ao reconhecimento legal do direito à união homoafetiva. O casal deve ter seu contrato reconhecido.




Luiz Fux disse que decisão de juiz de Goiânia pode ser cassada se houver reclamação formal

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux disse nesta segunda-feira que a decisão do juiz Jerônymo Pedro Villas Boas, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia, de anular o contrato de união estável entre um casal homossexual pode ser cassada no STF se houver reclamação formal contra a decisão. E, também de acordo com Fux, a atitude do juiz pode ser avaliada e revista por órgãos disciplinares do Judiciário. Segundo o ministro, se o juiz foi contra o entendimento da Suprema Corte, sua decisão pode ser considerada "um atentado" passível de revisão.

"Se ele foi contra o entendimento do STF, eu entendo isso como um atentado à decisão da Suprema Corte, o que é passível de cassação através de reclamação", afirmou. O ministro destacou que a reclamação é um recurso cabível quando há o descumprimento de uma decisão do Supremo. "O mais importante é que se revogue a decisão dele para se permitir que aquele casal homoafetivo possa lavrar uma escritura de união estável", acrescentou Fux.

"O juiz é independente, mas, a partir do momento em que a Suprema Corte assentou uma tese jurídica vinculativa para todo o Brasil, todos os juízes devem cumpri-la sob pena de atentado contra a decisão da Corte Suprema do Brasil", afirmou. "As reclamações sempre trazem um resíduo funcional. Então, sempre se encaminha aos órgãos disciplinares, para que a autonomia judicial não prejudique o povo."

Texto retirando do site Correio do Povo. Clique aqui para ver a matéria.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Making Off




Continuamos com o processo de "montagem" do nosso videolog, e nesta construção estamos passando por várias experiências que seria interessante dividir com vocês..


Na semana passada, por exemplo, nos programamos para entrar em estúdio e gravar com nossas "fontes" a cerca de suas opiniões referentes à questão da união homoafetiva. Até aí, estava tudo "ok". Mas como em toda a indiada, tivemos alguns probleminhas no percurso, o que nos impossibilitou de executar a tarefa até então programada. Logo, (nós) as meninas responsáveis pelo "Tá Rolando na Rede", resolvemos adaptar esta tarefa e encararmos as câmeras, porque como já diria uma frase aí: "tudo na vida é uma questão de adaptação".


Buenas, registramos um pequeno debate nosso.. com nossas opiniões, além de uma conversa um pouco mais formal, com argumentos baseados nas matérias que trouxemos aqui até o momento, além é claro, do embasamento na lei aprovada pelo STF.


Foram interessantes minutos dentro do estúdio, não apenas realizamos uma tarefa, mas pudemos nos conhecer melhor, saber como cada uma de nós pensa sobre todo esse assunto, sobre tudo o que diz respeito às pessoas homossexuais como um todo, não apenas no reconhecimento dessa união, feito há pouco tempo.


Gravações encerradas, a meta era entrevistar alguns alunos pelo Câmpus, até para sermos democratas no quesito opinião. Não delegamos o direito de opinar apenas às nossas fontes (que não compareceram, e nem a nós mesmas) mas, de certa forma, a todos aqueles que puderam (ou quiseram) deixar seu parecer gravado para nosso videolog.


Abordamos diversos alunos, dos aparentemente mais "certinhos" até aqueles ditos "alternativos". Foram os mais diversos argumentos, desde o clássico fundamentado na questão da natureza/Deus/afins, até aqueles que simplesmente eram contra ou a favor, sem maiores explicações.


Ao contrário do que eu (Priscila) esperava, foi muito mais fácil encontrar pessoas à favor do que contra a união homoafetiva. Um único aluno manifestou sua posição contrária, os demais usaram quase que o mesmo "porque". Prós ou contras, o que os alunos trouxeram à tona foi a questão dos "direitos". Homossexuais ou não, todos devemos ser amparados pela lei, com os mesmos direitos e deveres - este foi um aspecto que tive nítida impressão em cada depoimento gravado. De certa forma, é perceptível que essas pessoas não exteriorizam, digamos, qual a reação que teriam ao ver um casal homossexual na rua, trocando carícias, nada apelativo (me refiro a cena mesmo), falam basicamente sobre o reconhecimento da união homoafetiva e ponto final.


Essa sensação particular de cada um é difícil perceber, porque querendo ou não, as pessoas se baseiam (como dito anteriormente) na questão dos direitos e, no máximo, naquela idéia de que "o importante é ser feliz". Apesar de termos colhido bons depoimentos, esta é a impressão resultante.


Não adianta o STF aprovar uma Lei se a própria sociedade é ainda bastante preconceituosa, tanto, que é complicado até debater este tema, principalmente no meio acadêmico. Acredito que todos nós precisamos debater questões referentes à vida, de uma maneira geral.


Muitos entrevistados (prá não dizer todos) mesmo opinando, convictamente, indagavam sobre onde o nosso material iria circular. Quer dizer, entra aí a questão do medo. Novamente, contra ou a favor, o que também me impressionou foi esse "pé" atrás que as pessoas têm, principalmente com seu próprio ponto de vista. Falta coragem.


Seja em um videolog, seja no Youtube, seja apenas para um projeto de uma disciplina qualquer, não deveríamos ter o receio de falar sobre nada. É difícil, mas precisamos tentar falar sobre o que nos incomoda, o que nos faz felizes.


O estilo de cada um não interfere em nada. Ao contrário do que pensava, aqueles alunos de visual "alternativo", muitas vezes, têm melhores argumentos do que o pessoal aparentemente mais "certinho". Não dá pra julgar pelas aparências, até porque tudo está ligado a abordagem. Muitas vezes não opinamos sobre algo, por mais vontade que tenhamos sobre tal assunto, porque nos sentimos "atingidos" ao invés de "questionados". Esse processo de recepção, que talvez nem lembrássemos, faz (ainda) toda a diferença.


O que ficou da aula passada foram grandes questionamentos.. Se nós (ainda) alunos tivemos toda essa dificuldade de concluir a tarefa, com nossas fontes ou os demais entrevistados, imagina como é para um jornalista lidar com tais questões.


Não é apenas pegar uma câmera e sair filmando. Quem dera fosse tão simples assim. Oferecemos a oportunidade a muitos que sequer quiseram falar.


Gays, lésbicas, heterossexuais, enfim, todo o ser humano tem direitos, não apenas aqueles concedidos pelas leis. E para que esses direitos sejam válidos, é necessário esse constante levantamento de opiniões, não apenas coletivo, mas individual mesmo. É falar sem receio, vergonha ou medo. É dar a "cara a tapa", sacou?




Sem mais milongas, é isso.


Enquanto uma parte do grupo segue na edição do material, outra parte segue entrevistando, postando, tweetando.. porque nosso trabalho não pode parar!










domingo, 12 de junho de 2011

Governo francês rejeita novamente o casamento gay

" Incrível como ainda tem países que são contra o casamento de pessoas do mesmo sexo"

Casamento ainda representa base da família, disse ministro da Justiça.País criou em 1999 contrato de união estável entre pessoas do mesmo sexo.

O governo francês voltou a rejeitar o casamento gay, durante debate realizado sobre o assunto no Parlamento nesta quinta-feira (9), após a apresentação de um projeto de lei pelo partido socialista, de oposição.
"Este debate é uma oportunidade de mostrar o quanto a nossa sociedade preza o casamento, a segurança que ele traz em relação a outra uniões e o símbolo social que representa", declarou o ministro da Justiça Michel Mercier na Câmara dos Deputados.
"O casamento ainda representa a base da família, apesar de não ser o modelo único de união e de parentesco", afirmou. "É justamente em razão da pluralidade de uniões possíveis que devemos respeitar as especificidades de cada um".
Esta foi a primeira vez que o assunto foi debatido no Parlamento francês. Em 1999, o governo do primeiro ministro socialista Lionel Jospin criou o Pacs (Pacto civil de solidariedade), um contrato de união estável que pode ser firmado por casais tanto homossexuais quanto heterosexuais.

Leia a reportagem compelta no G1